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Degelo acelerado é alerta para pacto climático, diz Al Gore


O derretimento acelerado do gelo do Himalaia ao Círculo Polar Ártico é um sinal de alerta para que os governos trabalhem por um novo e forte tratado climático sob a chancela da Organização das Nações Unidas a fim de combater a mudança climática, disse o ex-vice presidente dos EUA Al Gore nesta terça- feira (28).

"O gelo está derretendo mais rápido do que as piores projeções de apenas alguns anos atrás no Ártico e na Groenlândia", disse Gore, que dividiu o prêmio Nobel da Paz de 2007 com o Painel Climático da ONU, durante conferência na Noruega sobre o degelo.

"O gelo também está derretendo na Antártida Ocidental e em regiões de montanha ao redor do mundo", acrescentou.

Na abertura de um encontro de dois dias com cientistas e oito países do Ártico na cidade de Tromsoe, no norte do país, o ministro das Relações Exteriores norueguês, Jonas Gahr Stoere, acrescentou que o gelo estava desaparecendo da terra ao redor do planeta com o aumento das temperaturas e o aumento do nível dos oceanos.

"Esse é um fenômeno global refletindo o aquecimento global", afirmou ele em uma entrevista coletiva, referindo-se ao degelo em locais como "o Himalaia, os Alpes, os Andes, Kilimanjaro, Groenlândia, Polo Sul ou Polo Norte".

Stoere afirmou que ele e Al Gore planejam organizar uma força-tarefa com especialistas para estudar o derretimento e relatá-lo à conferência da ONU em Copenhague em dezembro, na qual deverá ser aprovado um novo pacto climático.

As evidências mais recentes do degelo seriam uma "mensagem de alerta para Copenhague", afirmou ele.

Muitas geleiras estão sofrendo retração, mas até agora a relação entre o degelo nas montanhas nos trópicos e o Ártico não foi suficientemente ressaltado, afirmou.
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(Fonte: Estadão Online)

Aquecimento ameaça mais da metade dos anfíbios, dizem especialistas


O aquecimento global, a poluição e um fungo que infecta células na pele são as principais ameaças a mais da metade das seis mil espécies de anfíbios registradas no mundo que, atualmente, estão ameaçadas de desaparecer - o que seria a maior extinção desde a dos dinossauros.
Segundo dados de especialistas presentes à inauguração de um centro de exibição dessas espécies no Panamá, entre 60% e 75% das rãs, sapos, salamandras e cecílias (um anfíbio sem extremidades, parecido a uma serpente) estão ameaçados de desaparecer.
"Estamos perdendo, agora, mais da metade deste grupo de vertebrados. O planeta nunca viu algo desta magnitude desde a extinção dos dinossauros", disse Kevin Zippel, diretor do programa Arca dos Anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.
"Nos últimos 35 anos, assistimos a uma diminuição das precipitações e a um aumento da temperatura. A mudança do clima está atingindo de forma negativa os anfíbios", disse Zippel.
Zippel recordou que, desde 1980, foram extintas 122 espécies de anfíbios, contra 5 espécies de aves e nenhuma de mamíferos.
Segundo os cientistas, o maior número dos anfíbios fica nos trópicos, particularmente na América Latina, região na qual vivem 60% das espécies existentes no mundo.
"Das espécies de anfíbios em risco de extinção, 75% estão presentes na América Latina", disse.
O principal problema é a perda do habitat "já que, se lhes tiramos o espaço natural, não lhes damos nenhuma oportunidade de sobrevivência", disse Edgardo Griffth, cientista associado ao departamento de conservação do Zoológico de Houston (EUA).
Griffth inaugurou o Centro de Conservação de Anfíbios de El Valle na semana passada, em Valle de Antón (150 km da capital panamenha). O centro é uma área de exposição e estudo para proteger algumas das mais singulares espécies de anfíbios do mundo, como a rã dourada do Panamá, a rã-de-chifre do Equador, a rã mascarada, o sapo coral o e o sapo trepador, entre outras 60 espécies.
"Por suas características, os anfíbios são indicadores da qualidade do habitat e se eles estão desaparecendo significa que o ser humano está fazendo coisas terrivelmente mal", disse Griffth. (Fonte: Folha Online)

Gelo do Ártico está mais fino que nunca


De acordo com os cientistas da Nasa e do Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve, a camada de gelo sobre o mar do Ártico é a mais fina já registrada em uma primavera e há uma maior probabilidade de derreter quando chegar o verão.
Os cientistas concluíram que mais de 90% do gelo sobre o mar da região tem, no máximo, dois anos de idade, o que torna a cobertura fina e vulnerável.
Uma vez que este gelo reflete a luz do Sol de volta ao espaço e evita que uma quantidade muito grande de calor seja absorvida pelo oceano, quando esse gelo derrete, o planeta fica ainda mais quente.

Combate ao aquecimento global ganha força


A primeira usina de energia do mundo a utilizar uma tecnologia de captura e armazenamento de carbono começará a operar este mês na França.
A usina pertence à empresa de energia francesa Total. A captura de carbono é considerada muito importante para se reduzir as emissões de CO2 provenientes de usinas de energia a base de combustíveis fósseis.
Como as fontes renováveis ainda não conseguem atender à crescente demanda mundial por energia, muitos especialistas acreditam que é essencial que haja o desenvolvimento de tecnologias que permitam a queima de combustíveis fósseis sem liberar grandes quantidades de CO2 na atmosfera.

Hora do Planeta - Hoje, 28 de março, às 20h30

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